18/08/2026 até 18/08/2026
29/07/2026 até 18/08/2026
2:20 Horas
CPEAD
NEABI
Joana Corrêa De Magalhães Narvaez
Presencial
O evento de extensão "Interseccionalidade: da vulnerabilidade à potência" traz como objetivo pensar a violência contra a mulher, sobretudo, mulheres negras, nos mais variáveis contextos de vida. Quando é falado sobre violência contra a mulher, é quase automático pensar na violência doméstica, quando, na verdade, essa é apenas uma das manifestações desse fenômeno. Não se pode apenas pensar que a estrutura social patriarcal atua apenas dentro dos lares, quando, na verdade, ela nasce de uma organização social pautada em desigualdades, que, além de diferenciar e hierarquizar indivíduos através do genero também o faz com base na racialidade. Diante disso, o evento propõe reflexões a respeito dos impactos da intersecção entre esses dois sistemas que estruturam o olhar social brasileiro, de modo que seja possível reconhecer as nuances de violência contra a mulher nos mais diversos espaços de existência, bem como entender a complexidade ampliada quando pensado na mulher negra que lida, diariamente, com a misóginia e o racismo indissociáveis e que moldam sua experiência enquanto sujeito.
A violência não é um fenômeno contemporaneo, ela existe na história da humanidade desde seu início, ainda nas cavernas. Ao longo da humanidade, ela se transformou, se remodelou e se adaptou de acordo com a necessidade das sociedades. A violência contra a mulher, assim como a violência como um todo, não é um fenômeno apenas contemporâneo, ela apenas ganhou nome, forma e olhar, ou seja, começou a existir e a existir como um problema por volta de 1920, quando suas vítimas se tornaram sujeitos, quando elas se tornaram pessoas. E paralelo, falando em pessoas que não eram pessoas até bem pouco tempo atrás, o racismo que faz parte das construções relacionais, sobretudo no ocidente, também surge como um determinante indispensável, mas muitas vezes negligenciado nesse debate sobre violências. Quando se tem o dados que mulheres negras são as principais vítimas de violência, a experiência racial deve ser enunciada, afinal, aquilo que não é falado, aos olhos da sociedade, não existe. Espaços para a discussão, nomeação, experenciação e reflexão diante dos problemas sociais são competência daqueles que se importam, ainda que custe o próprio desconforto. As violências contra a mulher, não são produto apenas de interações amorosas e parceiros íntimos, elas estão nos hospitais, mercados, escolas, faculdades... enfim, isntituições, e acontecem, principalmente, nas interações cotidianas e, na maioria das vezes, passam despercebidos. Nesse sentido, é preciso conversar sobre violênciaS contra as mulheres, com marcador racial, e nos demais contextos em que elas ocorrem, pois, os seres humanos compõem muito mais do que os próprios lares, compõe a sociedade!
O Núcleo de Estudos Africanos, Afro-brasileiro e Indígenas em parceria com a Comissão de Prevenção ao Assédio e a Discriminação promovem duas palestras expositivas, de duas profissionais externas, que irão discorrer sobre a temática de violências contra as mulheres em seus respectivos campos de atuação, psicologia e ciências sociais. Posteriormente, no mesmo dia, será realizada uma mesa redonda, como fechamento do evento, na qual os ouvintes poderão expressar suas impressões, realizar perguntas e contribuir para a construção de novas perspectivas sobre a temática, juntamente com as convidadas.
Evento gratuito e aberto ao público, inscrições exclusivamente via SIUR UFCSPA.
ODS 4 – Educação de Qualidade: qualificação da formação em saúde por meio da integração ensino-serviço-comunidade; ODS 5 - Igualdade de gênero: Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas; ODS 10 - Redução das desigualdades: Reduzir as desigualdades no interior dos países e entre países e ODS 16 - Paz, Justiça e Instituições Eficazes: Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas a todos os níveis
Não
Público Interno, Público Externo, Docente, Discente, Técnico Administrativo da Instituição.
| Data | Hora Início | Hora Fim | Atividade | Sala | Ministrante |
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| 18/08/2026 | 17:00 | 17:45 | Interseccionalidade: da vulnerabilidade à potência - Momento 1 | Teatro Moacyr Scliar |
Daiane Da Silva Carvalho
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| 18/08/2026 | 17:45 | 18:30 | Interseccionalidade: da vulnerabilidade à potência - Momento 2 | Teatro Moacyr Scliar |
Luciana Rodrigues
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| 18/08/2026 | 18:30 | 19:20 | Interseccionalidade: da vulnerabilidade à potência - Mesa Redonda | Teatro Moacyr Scliar |
Daiane Da Silva Carvalho
Luciana Rodrigues
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