11/04/2026 até 11/04/2026
30/03/2026 até 10/04/2026
5:00 Horas
Curso de Informática Biomédica
Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação
Mestrado - PPG em Enfermagem
Grupo de Saúde Digital
Laboratório de Inovação, Prototipagem, Educação Criativa e Inclusiva (LIPECIN)
Núcleo de Estudos em Realidade Virtual (NERV)
Muriel Figueredo Franco
Presencial
Nos últimos anos, a saúde tem passado por uma profunda transformação impulsionada pela integração entre tecnologias digitais, sensores e dispositivos conectados. Nesse contexto, surge o conceito de Internet das Coisas Médicas (Internet of Medical Things – IoMT), que envolve o uso de dispositivos inteligentes capazes de coletar, processar e transmitir dados relacionados à saúde, permitindo novas formas de monitoramento, prevenção e apoio ao cuidado. Sensores, microcontroladores e plataformas de baixo custo passaram a desempenhar um papel central nesse ecossistema, viabilizando desde experimentos acadêmicos até o desenvolvimento de soluções inovadoras para telemonitoramento, dispositivos vestíveis e sistemas de acompanhamento remoto de pacientes. Plataformas abertas de prototipagem, como o Arduino, tornaram esse processo ainda mais acessível ao permitir que estudantes, pesquisadores e profissionais desenvolvam rapidamente protótipos de dispositivos eletrônicos capazes de integrar sensores, módulos de comunicação e sistemas computacionais. A partir dessas ferramentas, torna-se possível explorar, na prática, conceitos fundamentais de sistemas embarcados e Internet das Coisas aplicados à saúde, além de estimular a experimentação tecnológica e a criação de soluções inovadoras para desafios reais do setor. Nesse cenário, atividades formativas voltadas à prototipagem com sensores e microcontroladores representam uma importante porta de entrada para a compreensão das tecnologias que compõem o ecossistema contemporâneo de saúde digital. Nesse contexto, a oficina “Arduino para Aplicações de Internet das Coisas Médicas: Do Zero à Prototipagem” propõe uma introdução prática aos fundamentos de IoMT e ao uso do Arduino como ferramenta de experimentação tecnológica. Ao longo de uma imersão intensiva de oito horas, os participantes terão contato com conceitos básicos de eletrônica e programação embarcada, realizarão seu primeiro experimento com microcontroladores por meio de um projeto inicial utilizando LEDs e explorarão o funcionamento de diferentes sensores e módulos utilizados em sistemas de IoT. Como atividade de consolidação, os participantes iniciarão o desenvolvimento de um pequeno protótipo utilizando sensores com potencial de aplicação em cenários de saúde digital.
O objetivo da oficina é capacitar os participantes a compreender os princípios básicos que permitem conectar sensores, dispositivos e sistemas computacionais em aplicações de saúde, desenvolvendo uma visão prática do processo de prototipagem tecnológica. Ao final da atividade, espera-se que os alunos sejam capazes de reconhecer a estrutura básica de um sistema de IoMT, manipular componentes eletrônicos simples, desenvolver rotinas elementares de programação no Arduino e integrar sensores para a coleta de dados. Como atividade de consolidação, os participantes desenvolverão um pequeno protótipo utilizando sensores aplicáveis a cenários de saúde, permitindo explorar, na prática, como dispositivos conectados podem apoiar a experimentação, a pesquisa e a inovação em tecnologias digitais voltadas ao cuidado e ao monitoramento em saúde. Além disso, a oficina busca estimular a aproximação entre estudantes, pesquisadores e interessados em aplicações de IoMT na UFCSPA, criando um espaço inicial para a troca de ideias, o desenvolvimento de protótipos e a potencial evolução dos projetos iniciados durante a atividade, contribuindo para o fortalecimento do ecossistema de inovação em saúde digital na universidade.
ODS 3 – Saúde e Bem-Estar O curso contribui para o desenvolvimento e a disseminação de tecnologias digitais aplicadas à saúde, estimulando a criação e experimentação de dispositivos baseados em sensores e IoMT para monitoramento e coleta de dados em contextos de cuidado e prevenção. Em particular, a atividade se relaciona com a Meta 3.d, que busca fortalecer a capacidade de todos os países, especialmente os em desenvolvimento, para alerta precoce, redução de riscos e gestão de riscos à saúde. ODS 4 – Educação de Qualidade A atividade promove formação prática em tecnologia, programação e sistemas embarcados aplicados à saúde, incentivando o desenvolvimento de competências digitais, científicas e tecnológicas entre os participantes. Nesse contexto, o curso contribui especialmente para a Meta 4.4, que visa aumentar substancialmente o número de jovens e adultos com habilidades relevantes, inclusive competências técnicas e digitais, para emprego, trabalho decente e empreendedorismo. ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura Ao introduzir conceitos de prototipagem tecnológica e estimular a criação de soluções baseadas em sensores e microcontroladores, o curso incentiva a inovação e o desenvolvimento de novas tecnologias aplicadas à saúde. Dessa forma, a atividade dialoga com a Meta 9.5, que busca fortalecer a pesquisa científica, melhorar as capacidades tecnológicas de setores industriais e incentivar a inovação.
O curso contribui para as ações de internacionalização da UFCSPA ao adotar plataformas tecnológicas abertas e amplamente utilizadas em contextos educacionais e de pesquisa ao redor do mundo, especialmente em áreas como Internet das Coisas e saúde digital. Ao estruturar atividades baseadas em prototipagem de sistemas embarcados e integração de sensores, o curso alinha o processo formativo a práticas internacionais de experimentação tecnológica, favorecendo a reprodutibilidade de projetos, a colaboração com instituições estrangeiras e o desenvolvimento de soluções comparáveis em diferentes contextos. Essa abordagem promove a integração do ensino local com ecossistemas globais de inovação, ampliando a qualificação acadêmica dos estudantes e fortalecendo a inserção institucional da universidade em iniciativas internacionais de ensino, pesquisa e desenvolvimento em tecnologias aplicadas à saúde.
Público Interno, Discente.